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segunda-feira, 27 de julho de 2015

do amor...


Só um Mundo de Amor pode Durar a Vida Inteira

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Não tem nada a ver um com o outro



Terminei este ontem:




E hoje vou começar este:





Do primeiro tenho todos os livros, gosto da escrita do senhor e gosto que me prendam desde o primeiro capitulo.
Do segundo tenho este e outro livro - que nem sabia que tinha - já ouvi falar muito bem dele, espero que não me desaponte!!!!




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Ando fascinada



Com pequenos excertos de textos do escritor Pedro Chagas Freitas.




Ele tem estes dois livros que quero muito ler e outro que ainda não saiu para venda mas que também já me encheu as medidas: "O Livro dos Loucos".
Alguém já leu algum?


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Magia, amor e sedução



"Sou fada, sou bruxa.
Sou mulher,
Sou flor
Um lado bruxa
Um lado fada
O meu lado bruxa
Enfeitiça
Meu lado mulher
Atiça
Meu lado fada
te conquista
no amor sou fada
sou mulher
mas sou bruxa
que lhe encanta
sou flor que nunca murcha
sou mulher
que simplesmente ama
um lado fada, um lado bruxa
se estou triste
o meu lado fada
acalma meu coração
se apaixonada
o meu lado bruxa
usa o feitiço da sedução
mas sou simplesmente mulher
Magia, amor e sedução" 



Sirlei L Passolongo




Bom fim-de-semanaaaaaaaaaaaaaaa!



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Adoro...faz-me voar!





"Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance."

Fernando Pessoa





quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A mulher chata

 
 
"A mulher que mais vai marcar a sua vida é a "chata".

Ou também chamada de louca, ciumenta, bipolar, estranha e confusa. A chata que te liga te cobrando algo que você fez na semana passada, a ciumenta que briga sem você saber o motivo, a bipolar que olha feio para a mulherada que está em volta de você, a estranha que faz cara feia, a confusa que bate boca contigo sem pensar nas consequências. Mas quem não gosta de se sentir desejado? A mulher que não te procura, não está nem aí pra você, não tem medo de perder, prefere fingir que não viu ou ouviu nada, não tem identidade. A chata pode incomodar, mas está ali, do seu lado, em qualquer situação. Não liga pra sua conta bancária ou qual carro você tem na garagem. Ela te cerca tanto que não deixa nada de ruim se aproximar de você. Ela pode ter seus defeitos, mas faz tudo para ser perfeita. Você sabe que ela não é, mas mesmo assim não a troca. Ela não pede desculpa e chega até a ser marrenta, porém, se tratada bem é a pessoa mais doce que você vai conhecer. Então, valorize aquela mulher que bate o pé, teima, enche, liga... 

Porque essa mulher sim, está se esforçando para ser a melhor e está dando valor para o que você é.".

Miguel Falabella
 
 
Assim que li este texto identifiquei-me logo. 
Eu sou chata, protejo quem gosto, corro atrás, sofro com isso... 




terça-feira, 24 de setembro de 2013

O fim da Inocência II






Li este livro em 2 dias. Adorei a história, tal como o primeiro livro.
Mais uma vez, um livro que todos deveriam ler, para estarem atentos, para não fazerem o mesmo e para não acabarem como o "Gonçalo"... mais uma história veridica na qual fiquei chocada com o final.


Sinopse:

"Com boas notas, e a estudar num conhecido colégio de Lisboa, Gonçalo é o filho que todos os pais gostariam de ter.
Desde muito cedo, ele e o seu grupo de amigos são bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e celebridades levando a uma erotização precoce da sua infância. A ausência de educação sexual por parte dos pais e colégio leva-os aos 12 anos a investigar o extenso mundo da pornografia hardcore na internet. Isto vai moldar a sua sexualidade, perdendo a virgindade sem qualquer preparação emocional e demasiado cedo, acabando por se envolverem em perigosas festas e experiências sexuais.
Simultaneamente, a sua impreparação para lidarem com o Facebook leva-os a serem participantes e vítimas na eufórica busca vertiginosa pelos likes e ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nas coisas como um desafio mas nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação online com estranhos, serem paparazzi da vida dos outros e a prostituição com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não existe, apenas o logo à noite"





quarta-feira, 24 de julho de 2013

Tenho que ler isto 500 vezes...hoje faz sentido


"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. (...)

E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida.

Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que podes escolher. (...)

Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa; por isso, devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos. (...)

Descobres que levas muito tempo para te tornares na pessoa que queres, e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde chegas, mas para onde estás a ir, mas se não sabes para onde vais, qualquer lugar serve.

Aprendes que paciência requer muita prática. (...) Que a maturidade está relacionada com o tipo de experiências e com o que se aprende com elas do que quantos aniversários já celebraste. (...) Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são parvos. (...)

Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes. E, finalmente, aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores. E percebes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida!"


William Shakespeare



quarta-feira, 29 de maio de 2013

Só porque adoro a escrita deste Senhor e dá que pensar...


"Ninguém tem pena das pessoas felizes. 
Os Portugueses adoram ter angústias, inseguranças, dúvidas existenciais dilacerantes, porque é isso que funciona na nossa sociedade. 
As pessoas com problemas são sempre mais interessantes. Nós, os tontos, não temos interesse nenhum porque somos felizes. Somos felizes, somos tontaços, não podemos ter graça nem salvação. Muitos felizardos (a própria palavra tem um soar repelente, rimador de «javardo») vêem-se obrigados a fingir a dor que deveras não sentem, só para poderem «brincar» com os outros meninos.

É assim. Chega um infeliz ao pé de nós e diz que não sabe se há-de ir beber uma cerveja ou matar-se. E pergunta, depois de ter feito o inventário das tristezas das últimas 24 horas: «E tu? Sempre bem disposto, não?». O que é que se pode responder? Apetece mentir e dizer que nos morreu uma avó, que nos atraiçoou uma namorada, que nos atropelaram a cadelinha ali na estrada de Sines.

E, no entanto, as pessoas felizes também sofrem muito. Sofrem, sobretudo, de «culpa». Se elas estão felizes, rodeadas de pessoas tristes, é lógico que pensem que há ali qualquer coisa que não bate certo. As infelizes acusam sempre os felizes de terem a culpa. É como a polícia que vai à procura de quem roubou as jóias e chega à taberna e prende o meliante com ar mais bem disposto.

Em Portugal, se alguém se mostra feliz é logo suspeito de tudo e mais alguma coisa. «Julgas que é por acaso que aquele marmanjo anda tão bem disposto?», diz o espertalhão para outro macambúzio. É normal andar muito em baixo, mas há gato se alguém andar nem que seja só um bocadinho «em cima». Pensam logo que é «em cima» de alguém.

Ser feliz no meio de muita gente infeliz é como ser muito rico no meio de um bairro-de-lata. Só sabe bem a quem for perverso.
Infelizmente, a felicidade não é contagiosa. A alegria, sim, e a boa disposição, talvez, mas a felicidade, jamais.

Porque a felicidade não pode ser partilhada, não pode ser explicada, não tem propriamente razão.
Não se pode rir em Portugal sem que pensem que se está a rir de alguém ou de qualquer coisa. Um sorriso que se sorria a uma pessoa desconhecida, só para desabafar, é imediatamente mal interpretado. Em Portugal, as pessoas felizes sofrem de ser confundidas com as pessoas contentes."


Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'



quarta-feira, 6 de março de 2013

Os Dias Zangados São Dias de Amor


"Raios partam os dias zangados. Nada há que se possa fazer para fugir deles. Esperam por nós, como credores ajudados por juros injustificáveis, para nos cortarem a fatia do nosso coração que lhes cabe.
Não são como os dias tristes, que não conseguem habituar-se a uma realidade qualquer, que se revelou, sem querer, desiludindo-nos de uma ilusão que nós próprios inventámos, para mais facilmente podermos acreditar, falsamente, nela. Mas assemelham-se para mais bem nos poderem magoar. Depois. Quase ao mesmo tempo. Bem.
Quem não tem um dia zangado, em que ninguém ou nada corresponde ao que esperávamos? A felicidade é a excepção e o engano. Resulta mais de um esquecimento do que de uma lembrança.
Pouco há de certo neste mundo. São muitos os pobres, mas não são poucos os ricos. As pessoas do sexo masculino não se entendem nem com as pessoas do sexo masculino, nem com as do sexo feminino. As pessoas, sejam de que sexo e sexualidade forem, compreendem-se mal. Dão-se mal, por muito bem que se dêem. As mais apaixonadas umas pelas outras são as que menos bem aceitam as diferenças, as incompreensões, os dias zangados e as noites zangadas que apenas servem para nos relembrar que todos nós nascemos e morremos sozinhos. E que viver é um enorme entretanto, de que devemos tirar partido, sobretudo quando há a sorte de amar e ser amado ou amada.
Os dias zangados são dias de amor. Ninguém se zanga por desamor. O amor sobrevive e continua, como vingança."

Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público (23 Dez 2011)



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

William Shakespeare



"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.(...)

E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida.

Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que podes escolher.(...)

Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa; por isso, devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos. (...)

Descobre que leva muito tempo para te tornares na pessoa que queres, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde chegas, mas pra onde estás a ir, mas se não sabes para onde vais, qualquer lugar serve.

Aprendes que paciência requer muita prática. (...) Que a maturidade está relacionada com o tipo de experiências e com o que se aprende com elas do que quantos aniversários já celebraste. (...) Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são parvos. (...)

Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes. E, finalmente, aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores. E percebes que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida!"



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O fim da Inocência


"Hoje em dia os pais têm pouca ideia daquilo que realmente se
passa com os filhos.
Julgam que as suas adolescências são iguais às que tiveram, e deixam-nos à solta. Acontece que a realidade actual é muitíssimo diferente daquilo que eu oiço dizer que era nos anos setenta, oitenta e noventa.
É uma realidade em que o sexo e as drogas fazem parte do dia-a-dia.
Se estiver a ler estas linhas e disser: «Com o meu ilho isso não acontece, porque é bom aluno e não o educo para se meter nessas coisas», talvez não seja má ideia ler o livro até ao fim. Eu também era boa aluna e os meus pais não me educaram para me meter «nessas coisas»."




Estou a ler este livro, comecei no sábado e já vou quase no fim.
É brutal e chega até a ser violento.
Tem uma linguagem que não é comum nos livros, é uma história verídica e chocante que me incomoda no sentido em que já imaginava que isto aconteceria mas não desta dimensão. Já li algumas reportagens sobre estes temas, mas daí a imaginar que estes jovens o fazem tão intensamente deixa-me boquiaberta.
Gostava de conhecer esta adolescente e conversar com ela...gostava que os pais abrissem a pestana e que os jovens tivessem um pouco mais de tino na cabeça...
Este livro é um grande abre-olhos, recomendo vivamente, é de fácil leitura e já me prendeu desde a primeira página...





Sinopse:
Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a Internet  transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional. Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas.




Excertos do Primeiro Capitulo: 
"Sento-me aos pés da cama. No ar há um intenso cheiro a sexo.
Atrás de mim, um homem de quarenta e cinco anos que acabei de foder. Olho para o espelho e pergunto-me que idade terei realmente. Sinto-me com quarenta, mas no meu cartão de cidadão está marcado dezassete.
Imagino o que os meus pais dirão se souberem o que realmente se tem passado na minha vida. Para eles, eu ainda sou a menina perfeita, pura e virgem. Quando pensam no meu futuro, vêem-me a caminho do altar e de um casamento com trezentos convidados.
Perdi a virgindade aos catorze. Era velha quando isso aconteceu. Pelo menos, comparando com a maior parte das minhas amigas. Desde os doze que elas gozavam comigo por ainda não ter ido para a cama com um rapaz, tal como já haviam feito.
...
Mas aos doze eu comecei a ver as minhas amigas brincar com pilas. Essa era a conversa que mais vezes tínhamos nos intervalos das aulas.
Aos catorze perdi a virgindade, e aí senti que fazia parte do clube, que naquela altura já nem era assim tão restrito. Tinha conquistado um novo prazer. Um prazer demasiado viciante para ser desperdiçado e apenas usufruído quando fosse mais velha. 
...
Quando íamos a discotecas, produzíamos-nos tanto que parecíamos ter dezanove anos. Ao fim de
segundos estávamos rodeadas por homens, muitos com idade para serem nossos pais.
Vejo a minha cara no espelho. Estou tão passada com a coca que acabei de snifar que não consigo perceber se tenho nojo ou pena de mim. Batem à porta. Não tenho tempo para responder, porque é
aberta de imediato. É a Rita, a minha melhor amiga. Também tem dezassete anos.
– Vem – diz-me, enquanto dá uma passa no charro que tem
entre os dedos. – Estamos todos à tua espera para jogar.
Com a nossa idade isso pode significar querer que vá jogar com
eles às cartas ou com a PlayStation. Mas não. No andar de baixo,
está prestes a começar uma rainbow party, uma festa em que vários
homens vão icar com as pilas pintadas de várias cores.
Porque estou aqui nua com um estranho? Porque me sentirei
tão só?
...."





quarta-feira, 11 de abril de 2012

Autor Desconhecido

“Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a colocar-se em primeiro lugar não é egoísmo.
Para qualquer escolha segue-se alguma consequência, vontades efémeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze.
Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível.
Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder para aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam pelos dedos.
Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar para o resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela.
Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos.”


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Adoro o que este Sr. escreve, e encaixa-me tudo k nem uma luva!

O que Distingue um Amigo Verdadeiro:


"Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas. 


Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta. 


Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço». E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c. 
Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.» Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser. "




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?

"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Os fios da nossa vida

"Toda vez que amamos uma pessoa lançamos, por assim dizer, um fio de nossa
energia sobre ela, o que cria uma conexão viva entre os dois campos
vibratórios, mesmo à distância. Dessa forma, sentimos quando ela não está
bem ou quando pensa em nós intensamente.
Projetamos esse fio de conexão também sobre os amigos, as pessoas que
gostamos, os projetos que temos; toda vez que nos identificamos com alguém e
alguma coisa, lançamos nela uma parte de nossa energia, criando o vínculo.
Da mesma forma, quando odiamos alguém ou temos medo de algo, também nos
ligamos energeticamente, mesmo sem querer. Quantas vezes ouvimos falar de
pessoas que durante anos e anos ficaram presas entre si pelo ódio, sempre
realimentado, sem conseguir seguir adiante na sua vida…
As situações mal resolvidas no passado formam muitas vezes uma rede de fios
que carregamos nas costas (à imagem dos cães que arrastam na neve os trenós
nos países gelados ) – continuamos arrastando as lembranças e culpas pela
vida afora – e empenhando tanta energia nisso que pouco sobra para estarmos
disponíveis para o presente. Ficamos, literalmente, amarrados ao passado.
Vivemos, assim, em meio a uma rede de fios que nos liga às pessoas,
situações, ideais, medos, lembranças e esperanças.
Esse vínculo pode ser muito prazeiroso em certas situações, como quando
amamos; mas quando o contato termina, muitas vezes sentimos que uma parte de
nós ficou com o outro. Embora estejamos nos referindo aos sonhos e
expectativas, isso ocorre realmente em termos energéticos.
É necessário puxar o fio de volta, resgatar a energia que ficou projetada
sobre o outro, e Integrá-la novamente em si mesmo. Voltar a estar inteiro.
O perdão é uma forma de fazer isso. Ao perdoar o outro, abrimos mão de toda
expectativa lançada sobre ele e com isso trazemos de volta toda a nossa
energia que com ele estava – seja sob a forma de amor, mágoa, raiva ou
desejo de vingança. Ao liberar o outro, nos libertamos também.
Da mesma forma, ao resolvermos internamente alguma situação do passado -
aceitando as coisas da forma como aconteceram, mesmo que não tenha sido da
maneira como esperávamos – recebemos de volta a energia lá investida e que
até aí estava paralisada.
Ao fazer isso, fecha-se a brecha, e nos tornamos mais completos novamente. O
que o outro faz não nos afeta mais. O que aconteceu é passado. Nos tornamos
mais atentos ao presente. E, principalmente, mais disponíveis para a vida.”

By Sonia Weil

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Zona de Conforto

"A chamada zona de conforto condiciona imenso a nossa acção: ao invés de nos lançarmos no desconhecido, que não sabemos se irá correr bem, optamos por ficar no nosso cantinho a pensar "para mal nunca pior e, pelo menos, isto já sei como é". O problema é que não sair da nossa zona de conforto coloca-nos permanentemente na contingência do mesmo. Do hábito. Da redução da capacidade de arriscar e do crescimento pessoal. Estes factos geram falta de motivação e, sem esta, não conseguimos evoluir. Estagnamos. Perdemos confiança em nós. E até nos outros.

E de repente a vida passou. E temos 30, 35, 40, 45, 50, 60 anos. E descobrimos que não fizemos nada por nós! Porque ficámos agarrados ao consolo (tantas vezes fictício) da zona de conforto. Não nos lembramos do nosso nascimento. Mas essa experiência está impressa nas nossas células. E foi, de facto, a nossa primeira grande experiência de saída da nossa zona de conforto. Essa marca estará em nós para sempre e é determinante. Contudo, não estamos condenados: como refere Jean-Paul Sartre "o importante não é o que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós".

Ou seja, está em nós a capacidade de dar a volta. Mas estamos muito pouco despertos para agir nesse sentido. Até porque, quanto mais tentamos remar contra tudo o que nos incutiram ao longo da vida, mais estamos a entrar no desconhecido, a sair da zona de conforto. Temos liberdade para o fazer mas isso assusta-nos.

Vamos então tentar perceber o que podemos fazer para ir saindo da nossa zona de conforto. Pode começar por coisas tão banais como optar por um trajecto diferente na ida para o emprego; tomar um café num local não habitual; vestir o bikini que acha que a faz gordinha; ou dizer a um desconhecido: posso sentar-me na sua mesa para tomar um café? Atreva-se! Não se esconda do mundo. Ele está cá para si.

E tenha coragem de cometer erros. Vai ver que é bom! Comece por situações que, a causarem erros, sejam pouco importantes. Se errar, óptimo! Está a aprender. Se nunca enfrentar as suas limitações, se nunca sair da sua zona de conforto, nunca vai saber se teria sido capaz de...! Já imaginou chegar lá à frente e pensar:"Se eu não tivesse tido receio a minha vida teria sido diferente". Sabe que a maioria dos nossos medos não se concretiza? Ao invés de pensar no que pode perder, pense antes que, se isso se concretizar, pode originar a grande oportunidade da sua vida."

By Teresa Marta in Revista "Saber Viver"

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ontem adorei este

Uma amiga escreve poemas lindos...


CUMPLICIDADE



"o corpo
fala

o coração
sente

as almas
entendem"


Alexandra Rosado
01 Agosto de 2011



Um dia destes o livro dela será editado!

quinta-feira, 10 de março de 2011

As mulheres muito bem retratadas

"Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até amais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça,mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco. "

Rui Zink, in "Jornal Metro"

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ânsia de Infinito

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê! "

Florbela Espanca